Quanto custa uma consulta médica — e como definir o seu valor
Honorários médicos são livres no Brasil: não existe tabela única obrigatória. O preço certo nasce dos seus custos, da sua agenda real e do seu posicionamento — e esta página mostra o caminho.
Especialidade e complexidade do caso
Consultas de especialidades com maior barreira de formação (como cardiologia, neurologia e cirurgias) sustentam valores maiores que clínica geral na mesma cidade, porque a oferta de profissionais é menor.
Custos fixos do consultório
Aluguel, equipe, contador, sistemas e contas divididos pelo número realista de atendimentos do mês definem o piso do seu preço. Abaixo dele, cada consulta te dá prejuízo.
Ocupação real da agenda
Faltas e horários vagos custam caro: uma agenda com 70% de ocupação encarece cada atendimento em mais de 40% em relação à agenda cheia. Precifique pela ocupação real, não pela ideal.
Experiência, títulos e nicho
Especialização, residência, anos de prática e um nicho bem definido sustentam honorários maiores porque reduzem a concorrência direta por preço.
Cidade e formato de atendimento
Capitais e bairros centrais suportam valores maiores que cidades do interior; teleatendimento reduz custos e pode viabilizar um preço mais acessível sem sacrificar a margem.
Primeira consulta vs. retorno
Avaliações iniciais são mais longas e costumam custar mais; retornos e sessões de acompanhamento podem ter valor menor ou pacotes fechados.
Existe tabela de preços obrigatória para consultas médicas?
Não. O CFM publica referências como a CBHPM, usada como base de negociação com operadoras, mas honorários particulares são livres. O que existe é o dever de informar valores com clareza ao paciente antes do atendimento.
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