Quanto custa uma consulta odontológica — e como definir o seu valor
Em odontologia, a consulta de avaliação é a porta de entrada e o dinheiro está no plano de tratamento. Precificar bem significa pensar o funil inteiro, não só a primeira cadeira.
Custo de materiais e tempo de cadeira
Procedimentos odontológicos carregam custo variável alto (resinas, moldes, laboratório de próteses) e ocupam a cadeira por tempos muito diferentes. Precifique por procedimento, somando materiais + hora-cadeira + margem.
Custos fixos do consultório
Aluguel, equipe, contador, sistemas e contas divididos pelo número realista de atendimentos do mês definem o piso do seu preço. Abaixo dele, cada consulta te dá prejuízo.
Ocupação real da agenda
Faltas e horários vagos custam caro: uma agenda com 70% de ocupação encarece cada atendimento em mais de 40% em relação à agenda cheia. Precifique pela ocupação real, não pela ideal.
Experiência, títulos e nicho
Especialização, residência, anos de prática e um nicho bem definido sustentam honorários maiores porque reduzem a concorrência direta por preço.
Cidade e formato de atendimento
Capitais e bairros centrais suportam valores maiores que cidades do interior; teleatendimento reduz custos e pode viabilizar um preço mais acessível sem sacrificar a margem.
Primeira consulta vs. retorno
Avaliações iniciais são mais longas e costumam custar mais; retornos e sessões de acompanhamento podem ter valor menor ou pacotes fechados.
Dentista pode cobrar pela avaliação inicial?
Pode — e muitos cobram para filtrar curiosos e valorizar o diagnóstico. A decisão é de posicionamento: avaliação gratuita aumenta volume, avaliação paga aumenta a taxa de fechamento do plano de tratamento.
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